quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

AGRESSIVIDADE ENTRE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR





AGRESSIVIDADE ENTRE CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR
Francisca Lúcia Carlota de Araújo- Pedagoga, Psicopedagoga, Professora de uma Escola Pública de Fortaleza

APRESENTAÇÃO

O Presente trabalho propõe-se através de pesquisa bibliográfica e com ações educativas, favorecer a inter-relação entre crianças em idade escolar. Tentando assim diminuir as atitudes e comportamentos agressivos e violentos no contexto familiar, escolar e social das crianças provenientes de famílias de baixa renda.
O comportamento agressivo apresentado por crianças de classe menos favorecida é um assunto bastante discutido por estudiosos e profissionais da educação. Percebe-se que meninos e meninas mesmo considerados “Anjinhos’’ estão a cada dia mostrando-se mais violentos e agressivos com seus colegas seja na escola ou em suas brincadeiras do cotidiano. Essas atitudes e a falta de limites deixam pais e professores e os demais profissionais da escola, principalmente os da escola pública sem saber o que fazer, dando a impressão de que a escola e a família já não dão mais conta de tantas agressões, geradas no contexto dessas crianças. A escola já começa a sentir-se impotente no que diz respeito a esse comportamento fora dos padrões normais mesmo tentando de várias maneiras principalmente trabalhando valores e usando a ludicidade na tentativa de amenizar esses comportamentos.
O meio que a criança vive é um fator que pode vir a influenciar quanto a agressividade e a escola não poderá ficar de braços cruzados sem fazer algo que venha favorecer a socialização e a recuperação de valores, essenciais para que o indivíduo possa viver em sociedade sem causar problemas para si e para os que convivem com ele.
A agressividade das crianças e adolescentes é um tema que preocupa pais, educadores e a sociedade em geral, pensando assim pretendemos, através de ações socializadoras, informativas, apoiar a família , procurando mudar essa realidade que chega a nos assustar. Pretendemos que as crianças aprendam com os adultos que há outra forma de se defender e obter aquilo que desejam. Outrossim é de grande importância orientar a família, preparar os atores da escola, a se envolverem de forma dinâmica usando estratégias sociais, facilitando assim a mudanças das condutas agressivas das crianças.
Segundo Vygotsky, o homem é um ser social e as condições sócio-culturais o transformam profundamente, desenvolvendo uma série de novos comportamentos positivos.
Enfim, tomando como referencial esse pressuposto, podemos afirmar que a participação mediadora dos professores e dos adultos com os quais as crianças estão envolvidas é de extrema importância, para a mudança de comportamentos agressivos praticados por crianças contra crianças, levando-os a uma conscientização de valores e respeito ao próximo, até porque a criança é um produto do meio e aprende coisa boas e más.
INTRODUÇÃO

Frente à preocupação em ocupar seu espaço na sociedade, o individuo apresenta em média duas características: a preocupação com a especificidade na educação e com a violência, que se manifesta de forma tão freqüente no contexto escolar.
A crescente desestruturação familiar torna cada vez mais frágil o conceito de limite, ética, e responsabilidade social. Como uma resposta natural a toda esta fragilidade a criança apresenta dificuldade de relacionamento.
Segundo Newcombe (1999), encontramos como determinantes de agressividade fatores biológicos, influencia familiar, rejeição dos pais e permissividade. Conforme a autora, a raiva é uma emoção básica sentida desde a primeira infância, essa emoção pode desencadear muitos conflitos internos em crianças, adolescentes e adultos resultando muitas vezes em agressão.
Considerando as constantes variações de comportamentos das crianças no contexto escolar, o professor sente necessidade de buscar subsídios que possam auxiliar-lo frente a esse problema. As constantes manifestações de agressividade, com que a criança convive (familiar, social) contribuem de forma acentuada para a reprodução desse comportamento (Silveira, 2003).
De acordo com Fernandes (2000), a agressividade esta alcançando grandes proporções dentro e fora da escola. Fortes questões como desemprego, moradia, fome, saúde e educação abalam a estrutura familiar refletindo no contexto escolar, pois a criança reproduz o que ela vivencia. Estas questões relacionadas á desigualdade e exclusão social têm conduzido ao crescimento da delinqüência e da violência, quer na sociedade ou no interior da escola.
Apesar do sistema educacional mostra-se um tanto inseguro quanto a preparação e a formação destas crianças, a escola ainda é um dos poucos locais onde as mesmas são estimuladas a seguir normas que poderão conduzi-las a um convívio social equilibrado.
Mussem et al (apud, Silveira, 2003) coloca a agressão como comportamento que ofende ou tem o potencial de ofender outra pessoa ou objeto. Pode ser um ataque físico (bater dar pontapés, morder) ataque verbal (gritar, xingar, depreciar). Este comportamento nocivo aos outros é considerado agressão, principalmente quando a criança está consciente de sua capacidade de ferir alguém.
Silva, (2003) alerta para as dificuldades nas relações entre professor-aluno e aluno- aluno nas escolas. O crescimento da violência nos espaços escolares apresenta relação com a sociedade, inclusive de fundo emocional.
A criança não tem um código de ética, não sabe o que é ser solidário, quem ensina isso são os pais, diz a educadora Tânia Zagury, autora do livro Limites sem Traumas.
Saber impor limites também é fundamental para domar a agressividade infantil, a falta provoca na criança a sensação de abandono e a ilusão de que pode fazer tudo o que quiser. Os pais muitas vezes tentam a querer livrar seus filhos de toda forma de pressão e terminam por deixar que façam tudo, só que o efeito disso em longo prazo, poderá fazer com que a criança se torne agressiva.
Especialistas dizem que a agressividade manifestada na idade escolar pode evoluir de forma negativa na adolescência, se for tratada com permissividade pelos os pais, pois para entender a agressividade, é necessário olhar um pouco para o desenvolvimento da criança e como ela aprende a se comportar agressivamente.
Por volta dos três ou quatro anos, é bastante comum as crianças apresentarem condutas agressivas em relação aos adultos e as outras crianças para conseguirem algo, esse comportamento é denominado de manipulativo, isto é a criança agride para alcançar determinados fins. Porém se essa conduta persistir por longo tempo poderá se transformar em um problema mais sério na adolescência e na vida adulta, tornando-se preferencial para resolver qualquer dificuldade.
Há uma série de condutas dos pais que podem ser chamada de condutas de risco para o desenvolvimento de padrões agressivos das crianças, mostrando claramente que ela não é amada ou que ninguém se importa pelo o lhe possa acontecer. A violência domestica é um fator que pode exercer uma influencia decisiva no comportamento. Crianças que assistem a cenas de violência em casa, ou que são vitimas da violência dos pais, podem aprender que essa forma é uma forma aceitável e normal de lidar com a raiva e com a frustração.
Também a escola se não é responsável por desenvolver o comportamento agressivo das crianças, pode contribuir, para o aumento considerável desse padrão. Professor excessivamente autoritário pode desencadear sentimentos de hostilidade em seus alunos.
Um ambiente escolar que estimula a rivalidade e a competição pode gerar nas crianças, ansiedade e dificuldade de integração com o grupo, outra circunstancia em que a escola pode vir a ser um ambiente propicio para o desenvolvimento agressivo, é quando ela não consegue lidar com a criança agressiva. Uma criança assim provoca hostilidade e a rejeição dos colegas e isso pode gerar nela uma atitude defensiva e fazer com que tente se impor aos outros pela a violência, de forma a atingir aqueles o que a rejeitam.
O tema agressividade envolve muitas varáveis, porém é necessário, que, pais e educadores entendam que o comportamento agressivo da criança não surge do nada ele é construído da interação social, portando é de extrema importância conversar com a criança mostrando a ela comportamentos positivos e o envolvimento dos pais e essencial para construção de atitudes amigável.
Ressaltamos que, qualquer criança independente da educação que tenha, começa a possuir a partir de uma determinada idade fantasias agressivas que são inatas e instintivas e que surgem aos 2 e 3 anos, estas são visíveis através do brincar, porém tende a desaparecer, mas em algumas crianças isso não acontece e estas continuam a revelar-se violentas, agredindo colegas ou mesmo membros da família, levando aos pais sentimentos de impotência, face a situação ficando sem saber como reagir.
Portanto, é preciso buscar reflexões sobre o papel da família e da escola, da sociedade frente a este problema que se agrava em grande dimensão, a escola e professores precisam entender exercer seu papel social comprometendo-se de fato com a transformação do ser em desenvolvimento.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


DIAS. A.R. Agressividade Infantil. Disponível em: www.anaritadias.blogspot.com, acesso 29/09/2008.


FERNANDES, J.V. Globalização excludente indisciplina e violência na escola. 2001. Disponível em: www.educação.te.pt. Acesso 02/08/2007.


JORNAL DO BRASIL. Como Domar a Agressividade Infantil. Disponível em: www.jbonline.terra.com, acesso 28/09/2008


MOSSER, G. A Agressão. São Paulo: Editora Ática, 1991.


NEWCOMBER, N. Desenvolvimento Infantil: Abordagem Mussem. 8. Ed. Porto Alegre, Artimed, 1999.


O ALUNO Agressivo? Ele precisa de Afeto e Limites. Revista Nova Escola, Edição 184- Agosto 2005. Disponível em www. Revista escola.abril.com, acesso 09/10/2008.


SILVEIRA, C. I. Agressividade Infantil. Dissertação - Universidade do Estado de Santa Catarina- 2003.

VYGOTKS, L.S A Formação Social da Mente. 3. Edição São Paulo, Martins Fontes


d, 1996.

2 comentários:

  1. Bom dia!!!
    Estou com um grande problema...Na escola que trabalho faz três anos que estamos com um aluno que não tem relatório médico específico de qual problema a criança apresenta...Mas nesses três anos várias crianças foram agredidas por ele, tanto físicamente como verbalmente, a ex profª tambem era agredida...Este ano ele é meu aluno, dou aula para o 3ºano e ele tem 9 anos...Não sabe ler e só escreve se eu soletrar, também sabe copiar, porem não gosta...Tem um bom conhecimento geral e uma linguagem dentro do padrão...Do inicio do ano até semana passada agrediu alunos verbal e fisicamente...Ragou tenis, sandália, apostila, comeu avaliações, rasgou umas 8 camisetas, umas 3 bermudas, joga os lanches (dele) no lixo, entre outras coisas fora do padrão...Mas semana passada me deu dois socos no seio, pois soube que estou grávida...Ele se diz feliz pela minha gravides, mas sei que ele se sente traído...Depois do ocorrido para me proteger colocamos uma pessoa para ficar ao lado dele...
    Preciso saber o que fazer...ou apenas uma palavra amiga...
    Leandra Hipólito

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  2. OLÁ!ESTOU PASSANDO UM PROBLEMÃO, POIS A MINHA TURMA SÃO ALUNOS REPETENTES DE MAIS DE 3ANOS EM UMA SERIE .ESTOU ALFABETIZANDO, TENHO ALUNOS ESPECIAIS MUDO E SURDO NÃO TENHO INTERPPRETE, ME VIRO SOZINHA JA COMUNIQUEI A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO FIZ REUNIÃO COM PSICOLOGO E CONSELHO TUTELAR E ATE AGORA NÃO RESOLVERAM NADA.SÃO ALUNOS AGRESSIVOS. TODOS OS DIAS BRIGAM NA SALA ,CHUTAM AS CADEIRAS,FALAM PALAVRÕES, NÃO RESPEITAM FUNCIONÁRIOS E NEM O GESTOR. EU JA TRABALHEI DE VÁRIAS MANEIRAS COM ELES NÃO SEI MAIS O QUE FAZER .GOSTARIA DE SABER COMO POREREI LIDAR COM ESSES ALUNOS ?INCLUSIVE SÃO ALUNOS DE CLASSE BAIXA OS NÍVEIS DE APRENDIAGEM SÃO: GARATUJA AO ALFABETICO SONORO. AGUARDO SUA RESPOSTA. MARIA DO CARMO

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