sexta-feira, 24 de abril de 2009



PROJETO AMIZADE – EDUCAÇÃO INFANTIL


. OBJETIVOS

· Desenvolver competências sociais em crianças de quatro a seis anos

· Mostrar como serem amigas

· Exercitar a identificação, sensibilidade e fala pública sobre diferentes sentimentos

· Destacar como lidarem com as quatro emoções básicas: medo, alegria, tristeza e ira

· Ajudar a expressarem sentimentos que lhes desagradam


. PÚBLICO-ALVO

· 15 a 20 crianças de quatro a seis anos


. RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS


· Recursos materiais: cartolinas, canetas hidro-cor, revistas velhas

· Outros recursos materiais, caso se faça opção por um treinamento e expressão das múltiplas inteligências (Ver fonte de referência 5º)

· Recursos Humanos: um a dois Mediadores previamente treinados


. QUESTÕES RELEVANTES


· O que é a amizade?

· Amizade é o mesmo que amor?

· O que é um amigo de verdade?

· Qual a importância de um amigo?

· O que é o medo?

· Que coisas nos fazem felizes?

· Por quê ficamos tristes?

· O que nos deixa com raiva?

· Como não falar a um amigo?

· Como falar a um amigo?

E inúmeras outras do mesmo tipo, levantadas pelas próprias crianças

. COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS


· Afetividade

· Auto-estima

· Otimismo

· Controle dos impulsos

· Empatia – Compreensão do outro

· Prestatividade e solidariedade

· Sinceridade

· Empatia no ouvir

· Comunicação Interpessoal

· Pensamento dirigido

· Autoconhecimento

· Administração das Emoções

. FASES DO PROJETO

· ABERTURA


Mediadores, pais, professores, pessoas da comunidade especialmente convidadas discutem e elegem as competências desejadas e a seleção de questões que a culminância do projeto deverá responder.

· O TRABALHO PRÁTICO – ESTRATÉGIAS
PREPARAÇÃO DO ROTEIRO

Os professores e os Mediadores escreverão roteiros de apresentações teatrais simples, cuja duração não deve exceder 15 minutos e que devem vivenciar cenas do cotidiano dos alunos envolvendo temas de relações interpessoais para ajudarem as crianças aprenderem como serem amigas, reconhecerem e falarem sobre diferentes sentimentos, lidarem com verdade e com a mentira, com a ira e com a dor, com o medo e a tristeza, com a alegria e com a felicidade e como expressarem o que lhes agrada e desagrada. Essas pequenas peças podem simular situações do pátio da escola, disputa por lugares, formas de abordagem, etc.

ENSAIO

Para cada encenação haverá um grupo de “atores” e outro de “espectadores”, mas todos os alunos nas diferentes peças desenvolverão ambos papeis. Durante o ensaio não deve ocorrer a prioridade de “lições de conduta” ou julgamento sobre “atitudes certas ou erradas” ainda que o aparecimento destas, possa gerar uma resposta serena e coerente por parte do(s) intermedializador(es). Os Mediadores poderão ou não introduzir o “ponto” com um ator que não aparece, ajudando os atores nas falas a serem praticadas.

APRESENTAÇÃO

A apresentação de cada peça se dará de forma similar a qualquer apresentação teatral.


DEBATES

Após a encenação deverão ocorrer os debates, envolvendo inicialmente apenas os alunos e os Mediadores. Nesse debate deve prevalecer a solicitação de opiniões sobre atitudes, gestos, posturas, ações ainda que as mesmas não devam suscitar julgamentos morais por parte dos professores. Não existe um tempo prescrito previamente para a duração dos debates, embora os Mediadores devam mostrar sensibilidade para não o prolongarem além dos limites do interesse por parte dos alunos envolvidos.

SÍNTESE CONCLUSIVA

Concluído os debates os Mediadores sintetizarão as conclusões gerais, enfatizando o que se levou os alunos a aprenderem com a atividade.

FECHAMENTO

É extremamente importante destacar que os valores e os ensinamentos conquistados necessitem ser retomados em momentos e circunstâncias diferentes, internalizando-se nas atitudes dos professores, contextualizando-se aos temas curriculares desenvolvidos. Em verdade, a encenação, debate e síntese conclusiva jamais deve “encerrar” a atividade, antes abrir espaço para práticas sobre novas formas de relacionamento e emprego constante das habilidades sociais no cotidiano dos alunos.

. LINGUAGENS APLICADAS

Importante atividade de reforço é, em outra oportunidade, reunir-se os participantes do Projeto solicitando que expressem através de diferentes linguagens – pinturas, paródias, colagens, desenhos, corais, etc. – os valores desenvolvidos e supostamente apreendidos durante a atividade.

Atividade extremamente enriquecedoras é utilizar diferentes estratégias de comunicação, conforme as inteligências humanas suscitadas – lingüistica, lógico-matemática, visuo-espacial, sonora, cinestésico-corporal, naturalista, intra e interpessoal – e organizar painéis ou murais expressando os valores assumidos.

. AVALIAÇÃO

A forma de avaliação será desenvolvida através da comparação de relatórios organizados por todos os elementos da equipe docente avaliando as atitudes dos alunos em sala de aula e no pátio da escola, antes e depois da realização de cada encenação, enfatizando a eventual permanência, após seis meses ou mais, de valores eventualmente assumidos.

. FONTES DE REFERÊNCIA

· ANTUNES, Celso – Alfabetização Emocional. Petrópolis. Editora Vozes. 7ª edição. 1999

· ANTUNES, Celso – Fascículo 6 da Coleção Na Sala de Aula / A Alfabetização Moral em Sala de Aula e em Casa, do Nascimento aos Doze anos. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª Edição. 2002


· ANTUNES, Celso – Fascículo 7 da Coleção Na Sala de Aula / Um Método para o Ensino Fundamental: o Projeto. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª Edição. 2002

· ANTUNES, Celso – A Construção do Afeto. São Paulo. Augustus Editora. 4ª edição. 2001


· ANTUNES, Celso – Fascículo 3 da Coleção Na Sala de Aula / Como Desenvolver Conteúdos Explorando as Inteligências Múltiplas. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª Edição. 2002

· LeDOUX, Joseph - O Cérebro Emocional. São Paulo. Editora Objetiva. 1998

· RESTREPO, Luis Carlos – O Direito à Ternura. Petrópolis. Editora Vozes. 2ª edição. 1998


Fonte www.celsoantunes.com.br

O PEQUENO PRÍNCIPE PARTE 3

O PEQUENO PRÍNCIPE PARTE 2

O PEQUENO PRÍNCIPE

quinta-feira, 23 de abril de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA





Reforma Ortográfica: Acentuação

Na Língua Portuguesa, todas as palavras possuem uma sílaba tônica - a que recebe a maior inflexão de voz. Nem todas, porém, são marcadas pelo acento gráfico. O nosso estudo é exatamente este: em que palavras se deve usar o acento agudo ou o acento circunflexo? Ainda existe o trema? Vamos às respostas:

As sílabas são subdivididas em tônicas, subtônicas e átonas.
--------------------------------------------------------------------------------

Sílaba tônica:

A sílaba tônica é a mais forte da palavra. Só existe uma sílaba tônica em cada palavra.

O guaraná - A sílaba tônica é a última (ná). A palavra é, portanto, oxítona.
O táxi - A sílaba tônica é a penúltima (tá). A palavra é, portanto, paroxítona.
A própolis - A sílaba tônica é a antepenúltima (pró). A palavra é, portanto, proparoxítona.

A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas três sílabas: na última (a palavra é oxítona), na penúltima (paroxítona) ou na antepenúltima (proparoxítona).
--------------------------------------------------------------------------------

Sílaba subtônica:

A sílaba subtônica só existe em palavras derivadas, que são as que provêm de outra palavra. Coincide com a tônica da palavra primitiva, ou seja, a sílaba tônica da palavra primitiva se transforma em subtônica da derivada.

Guaranazinho - A sílaba tônica é zi, e a subtônica, na, pois era a tônica da primitiva (guaraná).
Taxímetro - A sílaba tônica é xí, e a subtônica, ta, pois era a tônica da primitiva (táxi).
Propolina - A sílaba tônica é li, e a subtônica, pro, pois era a tônica da primitiva (própolis).
--------------------------------------------------------------------------------

Sílabas átonas

Todas as outras sílabas são denominadas de átonas.
--------------------------------------------------------------------------------

Monossílabos

Quando a palavra possuir uma sílaba só, será denominada de monossílaba.
Os monossílabos podem ser átonos e tônicos.
Os tônicos são aqueles que têm força para serem usados sozinhos em uma frase; os átonos, não.

Serão monossílabos tônicos os substantivos, os adjetivos, os advérbios, os numerais, os verbos e alguns pronomes, pois são as classes gramaticais que podem ser usadas sozinhas em uma frase:

pá, eis, só, tu, mim, dê.
--------------------------------------------------------------------------------

Acentuação dos Monossílabos Tônicos

Os monossílabos tônicos serão acentuados, quando terminarem em a, e, o, éi, éu ou ói, seguidos ou não de s.

pá, pás, má, más, vá, lá, já,
pé, pés, mês, rês, Zé, ‘né?’,
pó, pós, dó, cós, pô!,
céu, véu, méis, sóis.
--------------------------------------------------------------------------------

Pôr - Acentua-se a forma verbal pôr para distingui-la da preposição por.

Vou pôr meus sapatos e sair por aí.
--------------------------------------------------------------------------------

Oxítonas

São classificadas de oxítonas as palavras que têm a maior inflexão de voz na última sílaba.
--------------------------------------------------------------------------------

1) a / e / o / ém / éns / éu / éi / ói

Acentuam-se as oxítonas terminadas em a, e, o, éi, éu ou ói, seguidas ou não de s, ou em ém ou éns.

corumbá, maracujás, maná, Maringá,
rapé, massapê, filé, sapé, dendê,
filó, rondó, mocotó, jiló, cocô,
chapéu, troféu, herói, pastéis,
amém, armazém, também, Belém,
parabéns, armazéns, nenéns.
--------------------------------------------------------------------------------

2) a / e / o + lo, la, los, las

Acentuam-se as formas verbais oxítonas terminadas em a, e, o acompanhadas dos pronomes oblíquos átonos lo, la, los, las.

Iremos contratá-lo.
Não quero comprometê-lo.
O dinheiro, vou repô-lo.
--------------------------------------------------------------------------------

3) hiato i, u

Acentuam-se as oxítonas terminadas em i ou u quando essas letras forem precedidas de outra vogal, formando, assim, um hiato, sejam seguidas ou não de s, mas não seguidas de outra consoante nem de semivogal.

Itaú, baús, açaí, caí,

cair: sem acento porque há consoante na mesma sílaba que o i.
caiu, distraiu: sem acento porque há a semivogal u na mesma sílaba que o i.
--------------------------------------------------------------------------------


Da mesma forma se acentuam as formas verbais oxítonas terminadas em i, acompanhadas dos pronomes oblíquos átonos lo, la, los, las quando a letra i formar hiato com a vogal anterior.

A casa, iremos construí-la em breve.
--------------------------------------------------------------------------------


Acentuam-se também as letras i e u precedidas de ditongo decrescente (ao, au, ei, ui...) quando estiverem na última sílaba e esta for a tônica

Piauí, tuiuiú, teiú.
--------------------------------------------------------------------------------


4) dupla ortografia e pronúncia

Em algumas oxítonas terminadas em e, admite-se tanto o acento agudo quanto o acento circunflexo:

bebé ou bebê,
bidé ou bidê,
canapé ou canapê,
caraté ou caratê,
croché ou crochê,
guiché ou guichê,
matiné ou matinê,
nené ou nenê,
puré ou purê,
rapé ou rapê.

Isso ocorre também com o substantivo cocô e cocó.
Admitem-se também formas como judô e judo, metrô e metro.
--------------------------------------------------------------------------------

Paroxítonas

São classificadas de paroxítonas as palavras que têm a maior inflexão de voz na penúltima sílaba.

1) ei / ão / ã / i / u / um / uns / l / n / r / x / ps / ea / eo / ia / ie / io / ua / ue / uo

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ei, ão, ã, i, u, um, uns ou em L, n, r, x, ps ou ainda em ditongo crescente (ea, eo, ia, ie, io, ua, ue, uo).

pônei, vôlei, jóquei,
órgão, órfãos, sótão,
ímã, órfãs,
táxi, júris, biquíni
ônus, bônus,
álbum, factótum, médiuns,
ágil, flexível, volátil,
hífen, pólen, gérmen,
fêmur, âmbar, revólver,
tórax, xérox (também pode ser xerox), fênix,
fórceps, bíceps, tríceps,
Mário, secretária.
--------------------------------------------------------------------------------


Obs.: Algumas palavras que têm a vogal tônica e ou o em fim de sílaba, seguida de m ou de n, apresetam oscilação de timbre:

sêmen e sémen,
xênon e xénon (gás que emite uma luminescência azul, usado em faróis de automóveis e motocicletas),
fêmur e fémur,
ônix e ónix,
Fênix e Fénix,
vômer e vómer (pequeno osso da parte inferior do nariz),
pônei e pónei,
pênis e pénis,
tênis e ténis,
bônus e bónus,
ônus e ónus,
tônus e tónus,
Vênus e Vénus.
--------------------------------------------------------------------------------


2) hiato i, u

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em i ou u, seguidas ou não de s, mas não de outra consoante na mesma sílaba nem de NH na sílaba subsequente, quando essas letras forem precedidas de outra vogal, formando, assim, um hiato.

saúde, caída, saída,
saírem, balaústre.

sairmos: sem acento porque há consoante na mesma sílaba que o i.
rainha: sem acento porque há nh na sílaba subsequente ao i.
saidinha: sem acento porque o hiato a-i não se encontra na sílaba tônica da palavra.
--------------------------------------------------------------------------------


Não se acentuam, porém, as letras i e u precedidas de ditongo decrescente (ao, au, ei, ui...) quando estiverem na penúltima sílaba e esta for a tônica, exceto os casos em que a palavra se inclua em regra de acentuação tônica:

feiura, bocaiuva, baiuca, taoismo, taoista, Maiume (nome próprio), feiinho (de feio).

Maiúmi (também nome próprio) – é acentuado por ser paroxítona terminada em i.
--------------------------------------------------------------------------------


3) falámos / falamos

Podem-se acentuar, facultativamente, as formas verbais paroxítonas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (Ontem, nós...) para distingui-la das correspondentes formas do presente do indicativo (Hoje, nós...).

Ontem nós falámos (ou falamos) com ele.
Nós falamos com ele todos os dias.
--------------------------------------------------------------------------------


4) dêmos / demos

Pode-se acentuar, facultativamente, a forma verbal paroxítona dêmos, primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo (espero que nós dêmos/demos), para distingui-la da correspondente forma do pretérito perfeito do indicativo (Ontem nós demos).

Espero que nos dêmos (ou demos) bem a partir de agora.
Nós já demos o presente dele.
--------------------------------------------------------------------------------


5) fôrma / forma

Pode-se acentuar, facultativamente, o substantivo fôrma, com o o fechado, para distingui-lo do substantivo ou da forma verbal forma, com o o aberto:

A fôrma (ou forma) do bolo.
Essa escola forma bons advogados.
Ele está fora de forma.
--------------------------------------------------------------------------------


6) pôde / pode

Acentua-se a forma verbal pôde, terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo (Ontem, ele pôde), para distingui- la da terceira pessoa do singular do presente do indicativo (Hoje, ele pode).

Ontem ele não pôde sair de casa, mas hoje pode.
--------------------------------------------------------------------------------


7) semi / super

Não se acentuam os prefixos nem os falsos prefixos paroxítonos terminados em i ou r.

semi, anti, arqui,
super, hiper, inter.
--------------------------------------------------------------------------------


8) para / pelo / pelas / pela / pera / polo / coa

Não se acentuam as paroxítonas homógrafas (mesma escrita) de palavras proclíticas (palavras átonas que, apoiando-se na palavra seguinte, com ela forma uma unidade acentual. No português, são proclíticos os artigos, as contrações, as preposições e as conjunções átonas).
Por isso não se acentuam as seguintes palavras:
--------------------------------------------------------------------------------


a) para (verbo parar), homógrafa da preposição para.

O Brasil para de exportar minério para a Europa.
--------------------------------------------------------------------------------


b) eu pelo, tu pelas, ele pela (verbo pelar), homógrafas da contração da preposição antiga per com os artigos o, a, os, as: pelo, pela, pelos, pelas.

Eu pelo o pelo do porco pelo método mais fácil.
--------------------------------------------------------------------------------


c) o pelo, os pelos (substantivos), homógrafas da contração da preposição antiga per com os artigos o, a, os, as: pelo, pela, pelos, pelas.

Eu pelo o pelo do porco pelo método mais fácil.
--------------------------------------------------------------------------------


d) o polo, os polos (substantivos), homógrafas de polo, polos, antigas formas de pelo, pelos.

Assisti a um jogo de polo incrível.
Gosto de usar camisa polo.
--------------------------------------------------------------------------------


e) a pera, as peras (substantivos), homógrafas da contração da preposição antiga per com lo, la, los, las: pera, peras.

A pera que comi não estava boa.
Essas peras custam quanto?
--------------------------------------------------------------------------------


f) tu coas, ele coa (verbo coar), homógrafas da contração da preposição com com os artigos o, a, os, as.

O soldado coa o café coa própria meia.
--------------------------------------------------------------------------------


9) a / e / o / em / ens

Não se acentuam as paroxítonas terminadas em a, e, o, em, ens.

casa, mesa, parede,
poste, pente, sapato,
veneno, coo, doo, enjoo,
item, itens, jovem, jovens,
leem, veem, deem, creem.
--------------------------------------------------------------------------------


10) oi / ei

Não se acentuam os ditongos tônicos abertos ei e oi quando estiverem na penúltima sílaba, exceto os casos em que a palavra se inclua em regra de acentuação tônica:

ideia, plateia, heroico,
paranoico, paranoia, assembleia.

contêiner, destróier, gêiser – são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em r.
amêijoa (molusco muito apreciado como alimento) – é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente
--------------------------------------------------------------------------------



Proparoxítonas


São proparoxítonas as palavras que têm a maior inflexão de voz na antepenúltima sílaba.

Todas as proparoxítonas são acentuadas, inclusive as proparoxítonas aparentes*, salvo a expressão per capita e o substantivo performance, por não pertencerem à Língua Portuguesa.

síndrome, ínterim, lêvedo,
lâmpada, sândalo, cânhamo.
--------------------------------------------------------------------------------


* Proparoxítonas aparentes: As palavras terminadas em ea, eo, ia, ie, io, ua, ue, uo que tenham a sílaba anterior a essas terminações tônica tanto podem ser consideradas paroxítonas terminadas em ditongo crescente quanto proparoxítonas. São também chamadas de proparoxítonas aparentes:

cór-nea ou cór-ne-a,
pá-reo ou pá-re-o,
tí-bia ou tí-bi-a,
cá-rie ou cá-ri-e,
sá-bio ou sá-bi-o,
tá-bua ou tá-bu-a,
tê-nue ou tê-nu-e,
vá-cuo ou vá-cu-o
--------------------------------------------------------------------------------

--------------------------------------------------------------------------------


* gênero / género

As vogais e ou o que estiverem em final de sílaba de palavras proparoxítonas - reais ou aparentes - e que forem seguidas de consoantes nasais (M ou N) podem receber tanto o acento agudo quanto o acento circunflexo:

idôneo ou idóneo,
gênero ou género,
Antônio ou António,
anatômico ou anatómico,
crônica ou crónica,
gênio ou génio,
gêmeos ou gémeos,
fenômeno ou fenómeno.
--------------------------------------------------------------------------------

eu, ei, oi


Os ditongos eu, ei, oi somente receberão acento quando forem abertos, seguidos ou não de s, em palavras oxítonas ou em monossílabos tônicos. Se forem fechados, não se acentuam.

meu, chapéu, deus,
troféus, anéis,
rei, réis, destrói


--------------------------------------------------------------------------------


Não se acentuam os ditongos ei e oi quando fizerem parte de palavras paroxítonas, exceto os casos em que a palavra se inclua em regra de acentuação tônica:

estoico, foice, ideia,
paranoia, heroico.
plateia, heroico,
paranoico, paranoia, assembleia.

* contêiner, destróier, gêiser – são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em r.
* amêijoa (molusco muito apreciado como alimento) – é acentuada por ser paroxítona terminada em ditongo crescente
--------------------------------------------------------------------------------

Hiato

As letras i e u serão acentuadas, independentemente da posição na palavra, quando surgirem:

- Formando hiato tônico com a vogal anterior.
- Sem consoante na mesma sílaba, exceto o s.
- Sem semivogal na mesma sílaba.
- Sem NH na sílaba posterior.

saída, ataúde, miúdo,
sairmos, balaústre, juiz,
rainha, ruim, juízes,

* caiu: há a formação do hiato entre o i e o a (ca-iu), mas há a semivogal u na mesma sílaba do i.
* instruiu: há a formação do hiato entre o i e o u (ins-tru-iu), mas há a semivogal u na mesma sílaba do i.
* pauis, plural de paul (terra encharcada, pântano), separa-se silabicamente pa-uis. Há o hiato entre o u e o a, mas há a semivogal i na mesma sílaba do u.

Exceção: xiita. Como duas vogais idênticas obrigatoriamente formam um hiato, não há necessidade de se acentuar a palavra xiita para indicar essa formação.
--------------------------------------------------------------------------------


Acentuam-se as letras i e u precedidas de ditongo decrescente (ao, au, ei, ui...) quando fizerem parte de palavras oxítonas:

Piauí, tuiuiú, teiú

Não se acentuam, porém, as letras i e u precedidas de ditongo decrescente (ao, au, ei, ui...) quando fizerem parte de palavras paroxítonas, exceto os casos em que a palavra se inclua em regra de acentuação tônica:

feiura, bocaiuva, baiuca,
taoismo, taoista, Maiume (nome próprio), feiinho (de feio).

* Maiúmi (também nome próprio) – é acentuado por ser paroxítona terminada em i.


--------------------------------------------------------------------------------
Observe atentamente estas duas palavras:

repeti-lo
atribuí-lo

Por que repeti-lo sem acento e atribuí-lo com acento? Veja a explicação:

Em atribuí-lo há a formação do hiato i tônico com a vogal anterior, sem consoante na mesma sílaba e sem nh na sílaba posterior. Já em repeti-lo não há a formação do hiato. O que ocorre é uma palavra oxítona terminada em i, e as oxítonas terminadas em i não são acentuadas.
--------------------------------------------------------------------------------

Trema


Trema:
Não se usa mais o trema nos grupos QUE, QUI, GUE, GUI. A pronúncia átona do u, porém, permanece:

Linguiça, cinquenta, tranquilo, arguir

Obs.: Usa-se, porém, o trema nas palavras de origem estrangeira e nas derivadas delas. Por exemplo:

Os tipos de cerveja München, Trüb e Kölsch.
Quem gosta da cerveja München, pode ser chamado de münchenista.
Sobrenomes, como o da modelo brasileira Gisele Bündchen. Os fãs dela podem, então, ser considerados bündchenianos.
--------------------------------------------------------------------------------

guar, quar, quir

Verbos terminados em guar, quar, quir, como averiguar, apaziguar, obliquar, aguar, enxaguar, desaguar, delinquir... :

As pessoas eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do presente do subjuntivo têm dupla pronúncia.

a- Paroxítona terminada em ditongo crescente. A pronúncia é a mesma de água:

eu enxáguo,
tu enxáguas,
ele enxágua,
eles enxáguam

Que eu apazígue,
que tu apazígues,
que ele apazígue,
que eles apazíguem.

b- Hiato entre o u e a vogal seguinte, sem acento algum. A pronúncia é a mesma de atenuo.

eu enxaguo (gu-o),
tu enxaguas (gu-as),
ele enxagua (gu-a),
eles enxaguam (gu-am)

Que eu apazigue (gu-e),
que tu apazigues (gu-es),
que ele apazigue (gu-e),
que eles apaziguem (gu-em).
--------------------------------------------------------------------------------



Arguir e redarquir


Esses verbos sofreram mudanças ortográficas profundas em virtude do Acordo:

1) Nas formas rizotônicas:

O u perde o acento agudo quando seguido de e ou de i:

eles ar-gu-em

tu e ele do presente do indicativo terminam em ditongo decrescente, ou seja, as letras ui pertencem à mesma sílaba, sendo o u a vogal e o i a semivogal:

tu ar-guis (pronuncia-se ar-gUis – a letra maiúscula indica a tonicidade da palavra, como em fui)
ele ar-gui (pronuncia-se ar-gUi – a letra maiúscula indica a tonicidade da palavra, como em fui)

As demais formas rizotônicas mantêm o hiato entre o u e a vogal subsequente.

eu ar-gu-o
eles ar-gu-em

que eu ar-gu-a
que tu ar-gu-as
que ele ar-gu-a
que eles ar-gu-am

2) Nas formas arrizotônicas:

- O u perde a tonicidade, formando um hiato entre o u e a vogal temática i

nós ar-gu-í-mos
vós ar-gu-ís

que nós ar-gu-a-mos
que vós ar-gu-ais

eu ar-gu-í
tu ar-gu-ís-te
ele ar-gu-iu
nós ar-gu-í-mos
vós ar-gu-ís-tes
eles ar-gu-í-ram

eu ar-gu-í-a
tu ar-gu-í-as
ele ar-gu-í-a
nós ar-gu-í-a-mos
vós ar-gu-í-eis
eles ar-gu-í-am

eu ar-gu-i-rei
tu ar-gu-i-rás
ele ar-gu-i-rá
nós ar-gu-i-re-mos
vós ar-gu-i-reis
eles ar-gu-i-rão

se eu ar-gu-ís-se
se tu ar-gu-ís-ses
se ele ar-gu-ís-se
se nós ar-gu-ís-se-mos
se vós ar-gu-ís-seis
se eles ar-gu-ís-sem

quando eu ar-gu-ir
quando tu ar-gu-í-res
quando ele ar-gu-ir
quando nós ar-gu-ir-mos
quando vós ar-gu-ir-des
quando eles ar-gu-í-rem

Como arguir, conjuga-se o verbo redarguir.

Significado dos verbos:

Arguir = acusar; censurar; argumentar; examinar, questionando ou interrogando.
Redarguir = Replicar, responder argumentando; acusar, recriminar.
--------------------------------------------------------------------------------

Ter e vir

--------------------------------------------------------------------------------


Verbos ter e vir e formas verbais
Os verbos Ter e Vir, no Presente do Indicativo, têm a seguinte conjugação:

Ter Vir
Eu tenho Eu venho
Tu tens Tu vens
Ele tem Ele vem
Nós temos Nós vimos
Vós tendes Vós vindes
Eles têm Eles vêm

Observe que a terceira pessoa do plural - eles - possui um e só e acento circunflexo.

--------------------------------------------------------------------------------

Os derivados dos verbos Ter e Vir, no Presente do Indicativo, têm a seguinte conjugação: Peguemos como exemplo os verbos manter e intervir

Manter Intervir
Eu mantenho Eu intervenho
Tu manténs Tu intervéns
Ele mantém Ele intervém
Nós mantemos Nós intervimos
Vós mantendes Vós intervindes
Eles mantêm Eles intervêm

Observe que tu e ele possuem um e só, com acento agudo e eles, um e só, com acento circunflexo.

Obs: Descobrem-se os derivados dos verbos, conjugando uma determinado pessoa - por exemplo eu. Caso seja igual ao verbo original, será derivado dele. Por exemplo, a primeira pessoa do singular do presente do Indicativo do verbo ter é tenho. Todos os verbos que tenham essa terminação - tenho - serão derivados do verbo ter. mantenho, detenho, entretenho, retenho.
--------------------------------------------------------------------------------

eem

--------------------------------------------------------------------------------


-eem: Não se esqueça dos verbos que possuem a terminação -eem: crer, dar, ler, ver e todos os seus derivados: essa terminação não é mais acentuada.

eles creem,
eles leem,
eles veem.
Que eles deem.

terça-feira, 21 de abril de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=ce_MeRW2wdQ

DISLALIA

Dislalia – Troca de Letras na Fala
A dislalia é um distúrbio da fala que se caracterizado pela dificuldade de articulação de palavras: o portador da dislalia pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas.
Quando se encontra um paciente dislálico, deve-se examinar as os órgãos da fala e da audição a fim de se detectar se a causa da dislalia é orgânica (mais rara de acontecer, decorrente de má-formação ou alteração dos órgãos da fala e audição), neurológica ou funcional (quando não se encontra qualquer alteração física a que possa ser atribuída a dislalia).
A dislalia também pode interferir no aprendizado da escrita tal como ocorre com a fala.
A maioria dos casos de dislalia ocorre na primeira infância, quando a criança está aprendendo a falar. As principais causas, nestes casos, decorrem de fatores emocionais, como, por exemplo, ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais ou convivência com pessoas que apresentam esse problema (babás, por exemplo, que dizem “pobrema”, “Framengo”, etc.), e a criança acaba assimilando essa deficiência.
O Fonoaudiólogo Simon Wajntraub alerta:
Se algum fonoaudiólogo resolver tratar o problema de dislalia do seu filho através das famigeradas e ultrapassadas "técnicas" de rolha na boca, línguas-de-sogra, pedrinhas, canudinhos, vibradores, etc., saiam correndo, porque vai ser uma perda total de tempo e dinheiro!
Uma recomendação fundamental para impedir o desenvolvimento da dislalia é para que os pais e familiares do dislálico não fiquem achando engraçadinho quando a criança pronuncia palavras de maneira errada, como “Tota-Tola”, ao invés de “Coca-Cola”.
Há alguns casos comuns específicos de dislalia, que envolvem pronúncia do "K" do "G", nos quais, por falta de motilidade do palato mole, a pessoa omite tais fonemas (por exemplo, falando "ato" ao invés de "gato"; "ma'a'o" ao invés de MACACO). O "R" brando (que é pronunciado através da vibração da ponta da língua atrás dos dentes incisivos superiores); em muitos dos casos de dislalia, o "R" também costuma ser omitido ou pronunciado guturalmente (a pessoa fala como se fosse um francês ou um alemão falando Português).
As trocas de letras mais comuns provocadas pela dislalia são de "P" por "B", "F" por "V", "T" por "D", "R" por "L", "F" por "S", "J" por "Z" e "X" por "S".
para a frente em forma de concha acústica com as mãos e começar a falar para se ouvir através do reflexo do som na parede).
É muito perigoso quando se vê na televisão, principalmente em programas cômicos ou desenhos animados, personagens que apresentam essa deficiência de troca de fonemas, a dislalia. Tais personagens acabam influenciando negativamente os pacientes, sobretudo as crianças e os adolescentes, que são mais influenciáveis por certos modismos que aparecem a todo momento.
Uma outra orientação importante que o Fonoaudiólogo Simon Wajntraub dá aos pais e professores é no sentido de eles próprios corrigirem os erros que seus filhos e alunos apresentem, já que o fundamental é não deixar que o mau hábito se instale. Na maioria das vezes, esse caso pode ser corrigido em casa mesmo ou na escola, através de repetição constante. Não se pense existem técnicas fonoaudiológicas mirabolantes para corrigir a troca de fonemas: a repetição de modelos corretos é, de longe, a melhor solução.
Quando a criança dislálica troca fonemas, o Fonoaudiólogo Simon Wajntraub costuma gravar um CD para ela contando uma historinha sobre o seu dia-a-dia, de acordo com o relatório fornecido pelos pais.
Na gravação, o Fonoaudiólogo Simon Wajntraub dá ênfase às trocas que a criança comete e exige que ela repita corretamente, acompanhando-o, a palavra que pronuncia logo depois dos erros. O resultado é muito rápido porque o cérebro é estimulado constantemente na área da fala.
Outra troca muito comum é o famoso “tatibitati”, que sempre acontece por excesso de mimos. Com isso, a criança fica falando de maneira entrecortada e infantilizada. É muito comum, por exemplo, encontrar adultos, sobretudo do sexo feminino, que foram excessivamente mimados na infância e cresceram falando de maneira infantil, o que pode lhes ser extremamente prejudicial quando, por exemplo, fazem uma entrevista para conseguir um emprego.
Esse problema pode se refletir também na escrita, e sua correção obedece aos mesmos parâmetros da correção dos problemas da fala. Os professores que trabalham com alfabetização devem dar uma atenção especial àquelas crianças que têm uma aprendizagem mais lenta e trocam letras ou apresentam outros sintomas da dislalia, insistindo com elas no sentido de que exercitem a pronúncia e ortografia correta das palavras.